Resenha - Persépolis, De Marjane Satrapi

Oi gente! Tudo bem?

Faz um tempo que eu não apareço por aqui, mas finalmente as férias chegaram e por isso eu vou tentar postar com mais frequência esse mês. OK?
Bom, hoje eu vou comentar um pouco sobre um dos livros que mais me marcaram até agora em todos os aspectos da minha vida: Persépolis de Marjane Satrapi!

Resultado de imagem para persépolis

Um pouco da história:

Esse livro é uma HQ autobiográfica, a autora conta sua própria história de vida desde a infância até um momento de sua vida adulta. Marjane é uma garota iraniana, e vivia em um ambiente muito opressor e conservador, mas sua família tem um perfil diferenciado, eles são liberais e lutam por isso, Marjane sempre foi mais rebelde, falava e fazia o que pensava que estava certo, e por consequência sempre se metia em várias confusões em seu país. Desde pequena era muito inteligente e interessada, não seguia restritamente sua religião (pois se sentia forçada, por exemplo, a usar o véu e esse tipo de coisa) mas tinha a religiosidade, conversava com Deus, e ao mesmo tempo lia sobre filósofos e possuía grandes sonhos.

O que eu achei?

Como alguns assuntos tratados eram mais pesados e fortes, como as mortes nas guerras, as perseguições e torturas, o fato de o livro ser em formato de quadrinho amenizou o impacto e forneceu uma melhor compreensão dessa cultura e do ponto de vista da protagonista/autora. Nem preciso dizer o quanto eu adorei essa leitura, foi uma obra obrigatória para a escola, e sem sombra de dúvida a melhor até agora. Nós temos uma imagem muito subjetiva e preconceituosa do que é o povo iraniano, mas eu não sabia o quanto eles já sofreram e lutaram, e aqui podemos perceber tudo isso do olhar de uma pessoa específica.

A relação que ela tinha com a sua família era impressionante, uma das coisas mais importantes do livro, o pai dela sempre compreensivo e sempre entendia e suportava a filha. A mãe conhecia a filha que tinha e se orgulhava dela, e conforme os anos sua relação foi mudando mas nunca perdeu a essência. Mas a mais incrível é a avó, fazendo o papel da punição e dos ensinamentos, ela era a voz da racionalidade e sempre conseguia entrar na cabeça de Marjane e fazê-la refletir sobre algo.

Outro ponto que eu achei interessante é que Marjane teve contato com todo tipo de pessoa, de diferentes nacionalidades, religiões e pensamentos, mas ela nunca deixou de ser quem ela realmente é, nunca mudou sua personalidade para agradar alguém, claro que houveram algumas recaídas, mas nada que afetasse a sua essência e seu modo de pensar!

Eu recomendo esse livro para todo o mundo, vai abrir sua cabeça e te mostrar novas formas de ver o seu mundo e quem você está se tornando, é um ótimo livro para fazer uma autorreflexão! Se algum de vocês já leu Persépolis, comenta aqui embaixo para eu saber ;) Além de nos ensinar uma cultura bem distinta da nossa, nós aprendemos um pouco mais sobre os sofrimentos da mulher, e o relato de uma. Espero que tenham gostado da resenha!
Bjos Da Rubi 😘

RUBI

Comentários